Texto de: Michael Crotty
Após sua morte, Marx teve parte de
sua obra levada adiante por Engels. Foram esforços significativos que muito
contribuiu para reverberação do pensamento de Marx. Alguns sociólogos de renome
deram grande importância a obra de Marx, dentre eles Ferdinand Tönnies,
Emile Durkheim e Georf Simmel; além desses, talvez o Max Weber tenha sido
aquele que mais sentido deu ao pensamento de Marx, mesmo sendo conhecedores de
que a recém-inaugurada sociologia optou por ponderar as implicações dos ensinos
de Marx.
Apesar de que Weber difere
marcadamente com Marx em temas como a burguesia e o proletariado, interesses
econômicos e a hegemonia, MacRae acredita que Weber ainda assim possui uma
dívida com Marx. Weber considerava Marx uma pedreira de ideias e fatos.
Um movimento liderado por Eduard
Bernstein argumentou que as tendências discerníveis no capitalismo ocidental
não eram aquelas previstas por Marx e que a teoria precisava ser adaptada à luz
dessas tendências.
Para Kautsky e muitos outros
Marxistas ortodoxos da época, os eventos na Rússia não conseguiram sinalizar a
vitória de uma revolução proletária. Já uma outra corrente dentro do pensamento
marxista acreditava piamente que o regime soviético era o cumprimento do
pensamento de Marx.
A partir de agora o movimento
marxista ganha uma nova tônica no ocidente, nomes como o de Antonio Gramsci
ganha notoriedade na abordagem a luz do pensamento de Marx; na mente de Karl
Mannheim surgiu a ideia de uma sociologia do conhecimento no contexto marxista.
Louis Althusser traça um paralelo entre a visão anterior de Marx humanista com
uma visão posterior de um Marx agora “cientifico”.
Um traço marcante do marxismo no campo da
filosofia da época era a sua capacidade eclética de permear entre os temas. Me
parece que com o surgimento da Escola de Frankfurt, o marxismo sofreu uma
influência do estruturalismo.
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