Referencias:
FREITAG, Bárbara. Escola, Estado e Sociedade.
SNYDERS, George. Escola, Classe e Lutas de Classes.
FILME: A onda – Link: https://www.youtube.com/watch?v=zG3TfjAhs30
FILME: IF – Link: https://www.youtube.com/watch?v=mufpDXIss5A&t=387s
Avaliar a história da humanidade a
partir da formação da sociedade tal como encontra-se hoje, ou seja, tomando com
ponto de partida histórico o século 15, fica evidente uma característica
marcante na personalidade deste, o egoísmo. O homem mostrou-se um ser com alto
potencial de egoísmo, logo permite-me refletir sobre a grande e real
necessidade de trabalhar este aspecto de forma contundente com foco em detê-lo
na medida em que veementemente insista em percorrer este caminho.
O papel da família, da igreja, da
escola e da comunidade como um todo é um elemento determinante para se lograr
êxito no combate aos possíveis frutos indigestos proporcionados pelos seres humanos
que se deixam levar pelo seu egocentrismo.
A educação ao meu ver ocupa uma
posição protagonista no processo de formação cognitiva do indivíduo no contexto
de torna-lo um ser civilizado e apto a participar da construção da sociedade
tal qual almejamos; é na educação aonde é possível encontrar os elementos
chaves e fundamentais para direcionar o indivíduo a plenitude social.
Penso que uma coisa deve estar
clara para todos nós sobre o processo educativo do ser humano; há maior
probabilidade de se alcançar níveis de excelência ainda não alcançados na
medida em que aplicarmos o fator de contribuição coletiva que seja harmônica e
sincronizada na ação de cada responsável conforme descrevi no segundo parágrafo
desta reflexão, ou seja, não será da família o papel exclusivo de formar o
cidadão e o entrega-lo em condições plenas de se sociabilizar coletivamente em
sua comunidade, nem da igreja, nem da escola nem por conseguinte da comunidade.
Estes agentes estão de certa forma
interligados e naturalmente na medida em que uma falha em algumas das etapas
que lhe compete cumprir, o outro agente possivelmente será sobrecarregado e
terá trabalho quem sabe além das suas “responsabilidades primárias”, para além
de cumprir com o que socialmente lhe é de competência ter que se propor de
alguma forma a preencher a lacuna que pelo outro agente outrora não foi de
forma excelente cumprida.
Veja, cada um destes agentes de
transformação social tem a capacidade de em seu processo educativo, enraizar
valores em seus coo-responsabilizados na medida em que aplicam suas formas de
influência ao ponto que para que haja uma ruptura junto a estes valores se fará
necessário um ato que talvez tenha que lhe custar a própria vida; vale
ressaltar que me refiro a valores que consideramos fundamentais e porque não
dizer vitais. Valores que consideramos como princípios. Logo, como diz o
ditado: “todo cuidado é pouco”; na maioria das vezes o que temos em nossas
“mãos”, é o futuro da nação, a perpetuação de uma história e o bem-estar
coletivo acima de tudo.
Em linhas gerais, ao que me parece,
é na escola aonde se dá a maior parte do tempo da vida humana. Partindo deste
pressuposto a humanidade e seus “representantes políticos”, tais como nos
moldes que conhecemos hoje, resolveram se apoderar desta fase e espaço de tempo
para imprimir seus ideais políticos e concepções de sociedade. Vejam, até onde
isso é bom e ao mesmo tempo até onde isso é ruim? Talvez os ciclos históricos
de cada nação, povo, sociedade possam falar melhor do que eu.
A reflexão que eu gostaria de
abordar na realidade perpassa na forma de como isso se passou, se passa e se
passará. Em primeira instancia eu diria que a vida humana do século 15 até os
dias de hoje, o século XXI, a famosa era do conhecimento, sempre passou e está
passando por processos de mudanças, certo? A vida humana mostrou-se dinâmica,
houve progressos em diversas, se não em todas as áreas; claro que mais em
algumas do que em outras, mas o fato é que o homem foi progredindo socialmente
e a realidade da vida humana foi ganhando novas conotações principalmente no
contexto do advento da tecnologia. Desta forma é possível afirmar que é
inerente a vida humana a mudança e a possibilidade de progresso. No entanto, ao
afirmar esse natural movimento, em minha ótica se faz necessário refletir sobre
quais caminhos foram percorridos para se alcançar os possíveis progressos,
assim como, o que foi preciso abrir mão para se trilhar os caminhos que nos
trouxeram até aqui, nas condições políticas, sociais e culturais na qual nos
encontramos.
Seria possível afirmar que algumas
ideologias e movimentos não tiveram êxito político e social em sua proposta
ideológica pelo simples fato de não terem se apropriado da escola tal como seu
instrumento de “implantação”, ou disseminação das suas bases e propósitos? Ou
caso tenham se apropriado, não o fizeram de forma que a estratégia escolhida
não foi apropriada a época ou ao modelo social estabelecido pelo todo? Será ou
seria de fato uma boa e provável alternativa seguir este caminho? Veja, me
parece que sim. A escola, o sistema educacional e os atores educacionais, em
minha opinião possuem grande relevância no processo de transformação social.
Encaro a educação e o processo educativo no ambiente escolar como uma mina de
ouro de valor inestimável, deste ambiente é possível mover o mundo, penso que o
céu talvez seja o limite para tudo o que emana do ambiente escolar. A força
intelectual de um ser humano vai além dos limites territoriais, este quando
unido a um coletivo é talvez uma das maiores oposições frente a tudo o que
possa querer comprometer o bem-estar geral de uma nação, comunidade ou
sociedade global.
Não é à toa que o capital se
apodera do processo educativo no ambiente escolar para consolidar suas teses e
desejos. É um caminho seguro, inteligente e me parece que sustentável tudo o
que se propõe por meio da escola. Na escola de hoje, mais do que nunca se
reproduz a formação social do capitalismo, por conseguinte fica cada vez mais
evidente a separação de classes e os conflitos instaurados.
Nenhum comentário:
Postar um comentário